No meu minúsculo universo, existe milhares e mais milhares de constelações de transformações. Projetos que minguaram, notícias inesperadas, pessoas que se foram, pessoas que ainda nem chegaram, inúmeras frustrações e, provavelmente, mais lágrimas que risadas. Mais desesperos que preparos. Mais planos ruídos que sonhos realizados. 2015 foi um dos anos mais estranhos da minha vida. Tudo o que planejei foi cercado de entraves e problemas aparentemente sem solução. Uma batalha entre todos os conflitos externos que assistimos e os internos que não resolvemos.  Fechei o ano com aquela angústia de quem não cumpriu nenhuma promessa do reveillon passado, de quem não viu todos seus sonhos se concretizando em míseros 365 dias. Quando isso acontece não quer dizer que as cosias estão apenas caóticas, confusas e conflitantes. Isso também, mas não só isso. É um pouco de freio de arrumação misturado com novos momentos, novos trabalhos, novos acontecimentos. Parece que 2015 se arrastou por décadas e aquela esperança de ano novo que invade nosso coração, demorou pra chegar. E aí, de repente acabou o ano. Um alívio. 

Mas é tão pouco tempo, penso. E passa tão rápido, concluo sempre! 

Na vida cada escolha é uma renúncia, né? Então a cada vez que miramos nosso barco numa direção estamos perdendo de ir por outra e isso tudo nos dá oportunidades de um lado e, tira do outro. A certeza é um prato cheio de fórmulas repetidas, cansativas, sem graça. Bom mesmo é caminhar sem mapas. Arrisca. Aquele clichê do “o que importa é a viagem, não o destino” é a tendência pra 2016.

Desapeguei do manual de navegação. Esse ano vou usar coração como bússola. A resiliência como força. As palavras boas como lei. Com 2015 eu aprendi que um barco furado só afunda se você não tiver mais fôlego pra remar.

Mantenha o ritmo e se não tiver resistência, exercite. A perseverança é um músculo como qualquer outro e precisa de treino. Escutei isso outro dia e gostei muito.

Demorei um tempo para perceber que é preciso desistir ou continuar. Desistir não é demérito, a gente não precisa vencer todas as batalhas. Continuar não é necessariamente uma vitória, pode ser um desgaste.

Na verdade eu só queria mesmo era compartilhar que o clima de fim de ano está chegando na sua melhor faceta: renovação, recriação. Coisas boas estão acontecendo, a energia está circulando e bons frutos serão colhidos.

Tenho sentido que é tempo de recriar, de renovar as energias, de refazer planos e projetos. Tenho sentido uma força danada pra isso, não só para mim mas para as pessoas ao meu redor. Novas portas se abrindo e eu torcendo pra gente seguir fazendo as escolhas certas. Que seja um tempo bom e que os frutos sejam doces.

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