Há alguns meses eu estava aqui, dissertando sobre os desafios de empreender em um mercado tão complicado quanto o da área de comunicação, principalmente quando estamos falando de uma cidade como a minha.

Fui avisada de que não seria fácil. Sei que muitos aguardam silenciosamente meu fracasso. Outros, não tão silenciosamente. Mas também sei que muitos torcem para meu sucesso e acreditam em mim. Isso me da forças para não desistir.

E, como já estamos no final de dezembro, nada melhor do que fazer um balanço do ano. E este foi, o ano mais desafiante da minha vida profissional. Também não é para menos. Meu primeiro ano de formada. Meu diploma de relações públicas, emoldurado e pregado no parede do meu pequeno home office ainda está quente. Isso pode, não que eu aceite, justificar por que as coisas não aconteceram conforme eu havia planejado.

Algumas pessoas me perguntaram se era exatamente isso que eu queria. Claro que não! Me sinto muito nova e  ainda sem experiência para ter que fazer tudo sozinha. Eu queria uma liderança, alguém para me ajudar e me moldar profissionalmente, um mentor, alguém que eu pudesse contar e me inspirar, seguir seu exemplo etc.

Ao me recusar ficar de braços cruzados esperando a vaga perfeita e o convite para trabalhar em uma empresa grande, abri uma porta para algo desconhecido e, mesmo com medo, percebi que só teria esta escolha, já que ficar parada nunca foi uma opção.

Trabalhei bastante e tive retornos positivos. Conheci muitas pessoas e meu network expandiu. Tive a oportunidade de conhecer profissionais referências na minha área e em outras também. Fiz amizades e reencontrei colegas, professores e antigos chefes.

Neste ano também apareceu em meu caminho diversos tipos de pessoas. Picareta, mitômano, sociopata, sádico e loucos. É, estou me referindo a várias pessoas, apesar de que os adjetivos possam ser empregados também em apenas uma – o que dispensa mais comentários.  Mas, ainda bem que apareceram também pessoas boas em meu caminho. Gente disposta a ajudar a troco de nada, profissionais seguindo seus caminhos sem precisar atropelar ninguém. Algumas pessoas me motivaram com suas histórias e me contagiaram com suas motivações e graças à elas eu ainda não perdi a fé.

Me sinto infantil com este conceito maniqueísta dos profissionais do mercado e posso até estar sendo radical, mas relatei exatamente o que vivi nestes últimos meses e, espero ter concluído o treinamento de choque. (haha)

Mas eu também falhei. Errei bastante, errei comigo e com os outros, principalmente com os mais próximos. Ainda bem que existe sempre uma nova chance de recomeçar e tentar fazer com que tudo dê certo da próxima vez.

Trabalhei incessavelmente e prejudiquei minha saúde física e emocional, cheguei ao limite do esgotamento mental e fui internada às pressas com uma crise de estresse que poderia ter me trazido sequelas irrevescíveis.

Desvalorizei meu trabalho aceitando receber um valor incoerente com o mercado, apenas para ter a oportunidade de trabalhar. Fiz o que meus colegas chamam, e tanto condenam, de prostituição do mercado. Eu fiz, não valeu a pena e portanto, nunca mais me submeto a nada do tipo.

Por fim, aprendi algumas lições valiosas e termino o ano um pouco mais madura em relação ao último ano. Na verdade, neste ano aprendi muito. Foi tudo válido, eu adoro acumular experiências e, sem dúvidas tudo o que passei serviu como aprendizado.

Que venha 2016!

 

Anúncios