Fazer-se entender. Tarefa desafiadora uma vez que não temos total controle sobre como a mensagem será interpretada.

Existe um clichê que percorre a internet há sei lá quantos anos. E esta frase me incomoda profundamente.

“Sou responsável pelo que falo, não pelo o que você entende. “

Acho que eu sempre soube, desde antes da faculdade, que sim, somos responsáveis pela comunicação e, não, não somos responsáveis sozinhos.

Quando a gente se comunica com alguém (locutor), temos que levar em consideração vários fatores que irão interferir na compreensão desta pessoa (interlocutor). O interlocutor interpretará suas palavras e ações para o mais próximo possível de seu paradigma anterior.

Paradigma é a maneira como enxergamos e entendemos fatos, pessoas e situações, baseadas em experiências vivenciadas ou adquiridas anteriormente. Ou seja, nos comportamos e agimos, segundo um padrão conhecido, mesmo diante de situações novas. Fatores culturais e psicológicos interferem significamente neste processo.

Uma intertextualidade, tudo que acontece, as informações que chegam para nós, ou que passamos para os outros, faz parte de uma bagagem, uma bagagem singular, um conhecimento que adquirimos com o passar do tempo, e nada é capaz de tira-la de nós.

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”
Antonine de Saint-Exupéry

Portanto, comunicação não é o que eu falo, mas o que você entende. E como profissional que preza pela boa comunicação, eu sei que quando há alguma falha na compreensão, a maior responsabilidade é minha. Cabe somente a mim a busca por um novo meio ou mensagem que torne a comunicação clara e eficiente.

Na verdade o objetivo deste post é fazer com que cada um de nós fiquemos mais atentos ao que ouvimos e estejamos dispostos e disponíveis a sermos mais tolerantes e menos preconceituosos com o próximo. Se seu interlocutor não compreendeu o que você quis dizer, tente aproximar suas palavras o mais próximo possível de sua realidade.
Não interprete negativamente as palavras dos outros. O diálogo entre duas pessoas é um grande desafio. Mas acredito que com empatia é possível obter  uma comunicação sincera e livre de dúvidas e preconceitos.

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