Quer saber sobre como cheguei até aqui?

Eu me encontro quando estou ajudando. Faz parte da minha personalidade. Considerei fazer psicologia mas vi que não era para mim. Neste âmbito sou eu quem precisa de ajuda. E não me leve a mal. Todos nós precisamos.

Ciências sociais me pareceu a melhor opção de curso. Tinha antropologia e história duas áreas que eu admiro mas, que tem um mercado bastante triste. Não me via na carreira política ainda que defendendo a esquerda, lado que eu sempre tombei. Hoje, já penso em uma especialização em antropologia, costurando minhas áreas de interesse.

Tive influência familiar. A minha família materna eloquente e inteligente, todos auto didatas. Minha inspiração maior foi minha madrinha que é formada em jornalismo e sempre foi um modelo de profissional para mim, ainda que, por escolha, abriu mão da carreira para cuidar dos filhos. Decidi que seria especialista em comunicação. Um pouco de jornalismo, publicidade e um toque de marketing. Eu não sabia o que um RP era capaz de fazer. Depois de pesquisar, acabei descobrindo e me apaixonando.

Lembro até hoje, chego a enxergar mentalmente, que era uma tabela onde apareciam as disciplinas por semestre. Meus olhos caíram sobre as diciplinas de sociologia, antropologia, psicologia e semiótica.  Era relações públicas. Me dei conta que com esse curso, nessa profissão, eu poderia ajudar as pessoas em muito maior quantidade, por meio em trabalho em organizações e ONG’s pois nelas era possível alcançar cada funcionário e suas respectivas famílias, os clientes e a comunidade. Inclusive sendo agente transformador da sociedade.

Ao longo dos últimos meses no dia-a-dia do curso, vivendo a profissão como estagiária, freelancer e profissional contratada, pude chegar uma conclusão, que na minha opinião deveria levar um tempo maior para pensar; na maior parte do tempo entramos numa rotina e em tal roda-viva de trabalho que perdemos em grande parte a visão e a consciência de que estamos fazendo mais do que trabalhar e ganhar nosso sustento. E por mais que a escolha tenha sido nossa, na nossa rotina maçante esquecemos da nossa paixão e vocação. Entretanto, há situações e momentos em que temos esse estado de iluminação, essa tomada de consciência de que não estamos aqui por acaso e que não somos simples sobreviventes em uma sociedade atribulada. E me lembro destes dias em que eu tinha a absoluta certeza de que era isso que eu queria.

Falar com as pessoas e realmente ouvi-las, de coração e mente aberta; ir além de ser um auditor e mostrar-se um interlocutor; compreender e compartilhar; dar a oportunidade de exporem-se e dizerem o que sentem e pensam; oferecer afeto e ainda assim ter e manter o discernimento necessário para identificar as informações que são objeto do trabalho e que poderão trazer resultados positivos para empresa e colaboradores é uma das maneiras fantásticas de ajudar ao maior número de pessoas possível por meio do nosso trabalho que as Relações Públicas nos permitem.

Como sempre disse, “empresas são feitas de gente, com gente e para gente” e é tendo isso sempre presente que sigo afirmando para mim mesma e para quem está nesta jornada que devemos cumprir literalmente nosso juramento de formatura:

Juro, diante de Deus e da sociedade, que fará uso do meu trabalho, conduzir meus esforços profissionais de acordo com os princípios éticos norteadores da atividade de Relações Públicas, com responsabilidade e respeito humano e dedicar o meu trabalho para o desenvolvimento e o bem estar do povo brasileiro e da humanidade.

 Ser Relações Públicas é muito mais do que ter uma profissão: é ter uma missão de vida! Por mais que os anos passem, a maioria de nós continuará tendo esse prazer, essa satisfação interna que nos eleva o espírito e nos faz superar todos os maus momentos simplesmente por estarmos fazendo aquilo que acreditamos – e de vez em quando comprovamos – ser o melhor para todos.

Anúncios